domingo, 9 de maio de 2010

Há quem diga!

Há quem diga que o tempo não volta, tô longe de querer provar que materialmente este retorna. Não, dentro das limitações do ser, não seria possível, a não ser se houvesse uma mudança radical no conceito. Porém, o tempo volta dentro das recordações.
As pessoas, lugares, coisas, situações passam, mas os sentimentos sempre nos conduzem ao momento certo aonde paramos.
Forçoso é acreditar que neste mundo, aonde nada nos separa, apenas nós mesmos, jamais nos reencontraremos. A aurora do dia, por meio de um elogio me reconduziu a  reviver um "amor de tantas rugas", ao menos relembrá-lo, com muito carinho. Penso que nada justificaria tamanha distância que estes ventos do tempo fizeram lançar esta flor do meu jardim ônirico. Já que como sempre estou presa ao mesmo lugar, vivendo as mesmas coisas de maneiras diferentes, com arvores distintas, mas no mesmo lugar!
Estamos sempre querendo saber quem está por trás do aço do espelho. Afinal a ansiedade dos que vivem nas grandes metrópoles é tão frenético e constante quanto as buzinas, faróis e barulho dos passos nas ruas.
Há quem diga que as pessoas passam, assim como o tempo do relógio, só que elas ficam, e ainda tentam nos pregar peças, tendo uma má interpretação do outro. Tenho muito carinho por todos que passaram, e ainda estão passando, para poderem continuar sua caminhada, mas assim como na música "meus bons amigos ondde estão notícias de todos quero saber".
Tô certa?
Ademais...rs...merci!

sábado, 3 de abril de 2010

Lembrancinhas

Há tanto que não escrevo, e deixo aqui apenas misturas de confissões e reminiscências. Porém, com doses muito maiores de confissões, uma vez que o calar presencial é mais confortável.
Havia uma muringa cheia da presença, que por vezes distante, e mais figurativa do que o real me premitia enxergar, já que o ônirico confortável me pregava peças como estas. O real pediu licença para se manifestar, e mostrar que não há apenas desfigrações em sua existência. Desde então, no lugar dos leves personagens sem densidade, que tomavam conta da muringa que prestes a transbordar estava, e não movia-se por carregar tamanho peso, ocupou-se de vazio, pelo finitude do filme q acabara por registrar a última cena. O filme virou negativo, e as fotos nem ao menos foram ampliadas, mas já estão em belo arquivo, aguardando seu lugar nas próximas representações e exemplos no real.
A muringa ficou vazia, e com isso passar a ocupar outros espaços, desta forma outras reminiscências tomam corpo. Como a canção de Geraldo Vandré que papai cantava; e eu quando pequena nem sabendo de todo significado que continha repetia com ele "vem vamos embora que esperar não é saber, quem sabe faz a hora não espera acontecer". Quem dera ter realmente aprendido todo o significado, ou mesmo realizado apenas o que ele queria me ensinar.
Esperei, pensei, esperei e repensei; a atitude mesmo veio depois, mas veio, e antes tarde que nunca, mas nunca seria muito, ou pouco, já que não se pode medir o que se é, tendo apenas a certeza do transitório, deste mundo para outro, desta paixão para outra, e de tantas outras coisas para outras...mas, restando sempre o amor, porque este não transita, fica marcado pelo resto da vida, seja ela mais um dia, ou mais cem anos...

Ps. Este texto faz parte da campanha: "O que importa mesmo é a mensagem". Então, desculpem os mais antenados em gramática.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Vagão.

Penso que se nada fizesse, estaria sendo mais honesta comigo, meus sentimentos... Afinal, já não sou tomada pelo ímpeto da realização material humana.
A palavrinha "material humana", é somente para demonstrar certa consciência de algo abstrato e instigante. Porém, a linha que diferencia o que é material do abstrato dentro de nossa cabeça, é por demais tênue. Separar o que é palpável daquilo que nos é permitido experimentar apenas por meio de sensações, abre uma brecha para contestar a honestidade das primeiras afirmações.
Realizo única e exclusivamente pequenos sonhos que nem são dignos de frios descompassados nos interior do corpo. Tudo tão solto, feito sapato largo, aqueles que afrouxam após anos de uso, e você nem sabe o motivo de não substituí-los por novos, e ainda usa o conforto como desculpa para a insanidade.
Nem é uma tentativa de retratar algo triste ou melancólico, mas sim um grito desesperado em papel e tinta para ver se o universo joga algo escrito da mesma forma, porém com cara de explicação ou exemplo do mesmo, para surtir o efeito confortante e conformado do tipo: Tá todo mundo no mesmo vagão!!!!

(...) confissões

(...)confusões

(...)reminiscências

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Gabriel García Marquez

Como pode em poucas linhas definir tão profundo sentimento? Na verdade é um sentimento estranho, saber que há pessoas que sentem e pensam exatamente como você. Alguém pode me explicar isso?
Essa é a beleza da arte: Fazer com que os seres se aproximem e não se sintam tão sós em meio ao imenso vazio da existência, das interragações recorrentes: De onde sou? Por que estou aqui? Para onde vou? Por que estas pessoas? e tantas outras que vão surgindo...ai vazio! Dentre outras definições também, pois a arte não poderia se limitar a tão breve explicação.

Vamos lá:
"Descobri que minha obsessão por cada coisa em seu lugar, cada assunto em seu tempo, cada palavra em seu estilo, não era o prêmio merecido de uma mente em ordem, mas, pelo contrário, todo um sistema de simulação inventado por mim para ocultar a desordem de minha natureza. Descobri que não sou disciplinado por virtude, e sim como reação contra a minha negligência; que pareço generoso para encobrir minha mesquinhez, que me faço passar por prudente quando na verdade sou desconfiado e sempre penso o pior, que sou conciliador para não sucumbir às minhas cóleras reprimidas, que só sou pontual para que ninguém saiba como pouco me importa o tempo alheio. Descobri, enfim, que o amor não é um estado da alma e sim um signo do Zodíaco."


(Memórias de Minhas Putas Tristes - Pg. 74)

sábado, 23 de janeiro de 2010

Grilos!

Ando muito vazia para escrever!
A verdade é que estou cheia de mudanças e das mesmas. Tantas mudanças provocam perca de referência no sujeito.
Certo que a sensibilidade faz visitas breves e constantes. Mas...
A música é de Erasmo e Roberto Carlos, belíssima na voz de Marina Machado.
É isso aí! Sem muita filosofia existencialista para não pirar.